Desde a inauguração em junho de 2024, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Gravatá tem um papel fundamental no saneamento básico de Penha. Nos primeiros meses de operação, o volume médio tratado foi de 7,2 milhões de litros por mês. Com a chegada da alta temporada, esse número saltou para 11,2 milhões de litros mensais entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025 – um aumento de 56,36% devido à população flutuante.
Apesar do crescimento expressivo, a ETE ainda opera abaixo de sua capacidade total, que pode chegar a 31,1 milhões de litros por mês. Atualmente, o sistema de coleta atende 60 ruas e 1.097 economias, mas a expectativa é que mais residências sejam conectadas à rede de esgoto, garantindo um impacto ainda maior na saúde pública e preservação ambiental.
Regularização das ligações de esgoto
A maioria dos moradores do bairro Gravatá já foi autorizada a se conectar ao sistema. No entanto, nas ruas João André do Nascimento, Lacy Batista Ferreira e Agrícola Ferreiras, algumas interligações foram feitas de forma irregular e sem autorização da concessionária.
Por que isso é um problema?
As ligações indevidas sobrecarregam o sistema e exigem o uso frequente do caminhão limpa-fossa. Para evitar transtornos e custos desnecessários, os moradores precisam aguardar a autorização da Águas de Penha antes de se conectarem à rede.
“É essencial que a população respeite as diretrizes da concessionária para garantir o funcionamento adequado do sistema e evitar impactos ambientais e de saúde pública”, explica Reginalva Mureb, presidente da Águas de Penha.
A primeira ETE de Penha
A ETE Gravatá tem capacidade para tratar 1 milhão de litros de esgoto por dia, a estação opera com tecnologia avançada e remove 92% da matéria orgânica, além de fósforo e nitrogênio. Isso garante que o esgoto tratado seja devolvido de forma segura aos rios e ao mar, sem comprometer a qualidade da água.